Porque é que algumas pessoas têm menos odor corporal?
Porque é que algumas pessoas parecem ter muito pouco cheiro corporal, mesmo quando transpiram? A resposta não se resume à higiene. As secreções da pele, a genética, a composição do microbioma e os hábitos quotidianos ajudam a explicar por que razão o odor das axilas varia tanto entre pessoas.
Uma das associações genéticas mais estudadas envolve o gene ABCC11. Mas não é correto afirmar que esse gene determina, por si só, todo o odor corporal ou que alguém nunca poderá ter cheiro.
O papel do gene ABCC11
O gene ABCC11 está relacionado com o transporte de determinadas substâncias produzidas pelas glândulas da pele. Algumas variantes estão associadas a uma menor disponibilidade de precursores químicos que os microrganismos podem transformar em compostos odoríferos nas axilas.
Estas variantes apresentam frequências diferentes entre populações. Isso não significa que se possa prever o cheiro de uma pessoa a partir da sua origem, nem que todas as pessoas que partilham uma variante genética tenham o mesmo odor.
O ABCC11 também está associado à consistência do cerúmen: certas variantes surgem mais frequentemente com cerúmen seco, enquanto outras estão associadas ao cerúmen húmido. Esta relação é biologicamente interessante, mas o tipo de cerúmen não constitui um teste fiável à intensidade do odor corporal de cada pessoa.
Porque é que o suor pode desenvolver cheiro?
O suor fresco tem, em geral, pouco odor. O cheiro típico das axilas surge sobretudo quando microrganismos presentes na pele transformam determinados componentes das secreções em moléculas voláteis. Entre os microrganismos investigados neste contexto encontram-se espécies de Corynebacterium e alguns Staphylococcus.
Estas transformações podem originar compostos com características olfativas diferentes, incluindo notas mais ácidas, intensas ou semelhantes a cebola. Não se trata de uma reação idêntica em todas as pessoas: a composição das secreções e a comunidade microbiana influenciam o resultado.
Por isso, transpirar muito não equivale automaticamente a ter odor mais forte. A quantidade de suor e a intensidade do cheiro são duas variáveis que devem ser avaliadas separadamente. Para compreender o processo em maior detalhe, consulte Como funciona ZINDEO.
O microbioma das axilas também é diferente em cada pessoa
As comunidades de microrganismos na pele são diversas e podem variar com o tempo. A higiene, os produtos aplicados, o ambiente e outras características individuais podem influenciar a composição destas comunidades. Estudos do microbioma axilar exploram precisamente a relação entre composição microbiana e produção de odor.
Isso não permite concluir que basta eliminar um grupo de bactérias para resolver o problema, nem que exista uma proporção ideal e universal entre bactérias «boas» e «más». A microbiota cutânea é um ecossistema complexo e as associações científicas não são garantias de um resultado individual.
O que a genética explica — e o que não explica
A genética pode influenciar os precursores do odor disponíveis na pele, mas não explica todos os cheiros do corpo. O vestuário, a temperatura, a atividade física, os hábitos de lavagem, a alimentação e as mudanças fisiológicas também podem contribuir para diferenças observáveis.
Mesmo quando uma variante do ABCC11 está associada a menor odor axilar, não é rigoroso afirmar que a pessoa é «sem cheiro» em qualquer circunstância. Tampouco é apropriado generalizar resultados científicos a grupos inteiros da população.
E os antitranspirantes?
Um antitranspirante reduz a transpiração através da sua formulação. Não altera os genes. Alguns estudos exploram diferenças no microbioma associadas ao uso de produtos nas axilas, mas a investigação não permite afirmar que todos os antitranspirantes provocam uma proliferação inevitável de bactérias produtoras de odor.
É importante distinguir o que já foi demonstrado, o que é uma associação e o que continua a ser uma hipótese de investigação. A escolha entre antitranspirante e antiodorante depende igualmente do objetivo: reduzir a humidade ou gerir o cheiro.
O que pode fazer para gerir o odor corporal?
Não é possível alterar a genética com um cosmético. É possível, no entanto, ajustar hábitos de higiene, cuidar da roupa e escolher uma rotina adequada ao nível de odor. ZINDEO é um antiodorante orientado para o microbioma: procura controlar o odor associado à atividade microbiana, apoiar o microbioma cutâneo e permitir que a transpiração natural continue.
Esta abordagem não significa que ZINDEO altere o ABCC11, reproduza o perfil genético de pessoas com pouco odor ou ofereça um resultado idêntico para todos.
Uma rotina ZINDEO para odor mais intenso
Se o odor é pronunciado, persistente ou pretende mudar de um desodorizante ou antitranspirante convencional, RESET SET MAX reúne três etapas: limpeza com SALSOAP®, aplicação do Roll-On e utilização do Anti-odorant Cream. Trata-se de uma recomendação pela intensidade do problema e pelo tipo de rotina, não por características genéticas.